01 May 2017

A GUERRA MUNDIAL ASSIMÉTRICA - THE ASYMMETRIC WORLD WAR

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Uma nova classe de conflito mundial assola implacavelmente as nações: a guerra assimétrica. O mundo está sendo impulsionado para uma direção irreversível que fatalmente resultará na guerra atômica. A ordem global está se desmantelando e as instituições internacionais são claramente impotentes diante do caos instaurado à medida que a violência atinge proporções assustadoras.

Desde 2001, trava-se uma guerra formal contra os terroristas muçulmanos, desde que forças norte-americanas e russas intervieram nas guerras civis das nações islâmicas. Agora, através dos seus ataques aéreos em apoio ao governo da Síria, o presidente russo Vladimir Putin incitou uma guerra por procuração contra os EUA — uma jogada geopolítica para garantir um acordo sobre a Ucrânia.

A base de operações russa em território sírio permite maior capacidade no combate aéreo, missões de reconhecimento e a intensa vigilância com drones sobrevoando todo o Oriente Médio. O fator crucial é a aliança da Rússia com o Irã, um aliado da Síria, e com o Iraque, cuja liderança convocou o presidente russo para combater os terroristas do ISIS, também inimigos do presidente sírio Bashar al-Assad.

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Especialistas concordam que o poderio militar dos EUA e da OTAN superam o dos russos e chineses numa guerra convencional. Mas as guerras assimétricas não são conflitos convencionais, onde a geografia e a política permitem a vitória do ardiloso. O orçamento das forças armadas americanas é dez vezes o da Rússia, o que resulta em maior capacidade de manter seu poderio mundial.

Os russos já modernizaram suas forças armadas prevendo o conflito com os EUA, mas a evolução da eletrônica aplicada desenvolvida pelos americanos, obliterando radares e sinais de satélite, atingiram níveis irreais. A Rússia também desenvolveu um bombardeiro estratégico supersônico com capacidade de lançar artefatos nucleares do espaço exterior. 

Enquanto isso, a guerra assimétrica intensificou-se no Ocidente, pois a Al-Qaeda e o ISIS alastraram-se e criaram mais de 100 franquias e células terroristas por todo o globo. Eles demonstraram sua capacidade de radicalizar o jihadista solitário e estimulá-lo a realizar seus ataques pelo mundo. Mas este conflito não é a próxima rodada do choque das civilizações cristãs e muçulmanas que estiveram em guerra durante um milênio.

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A iconografia jihadista e suas referências contra os Cruzados, bem como a lamentação sobre as derrotas sofridas no passado, evidente nas declarações de que a jihad islâmica reconquistará as terras perdidas pelos muçulmanos nos séculos IX ao XII, assim como a prática jihadista de distinguir os Cristãos, especialmente os do Clero, como os eleitos à execução imediata, só reforçam a noção da guerra por vingança.

Existem cerca de 200.000 jihadistas ativos no mundo de hoje, e grande parte é composta por grupos subordinados à liderança central islâmica. Outros 250.000 militantes adicionais já obtiveram treinamento ou experiência no campo de batalha — jihadistas comprometidos não ativos. As agências de inteligência estimam que existem 50.000 jihadistas comprometidos espalhados pela Europa e nos Estados Unidos.

Além disso, há um número significativo de simpatizantes que aprovam o movimento jihadista e apoiam financeiramente os terroristas, embora  não participem ativamente da violência, e este é o grupo mais difícil de identificar. Mas este grupo representa 20% da população muçulmana  mundial, um grupo de apoio aos terroristas com mais de 400 milhões de indivíduos! 

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A luta contra uma força que contabiliza 500.000 combatentes e 400 milhões de simpatizantes claramente é uma guerra aberta, mas as usuais regras de combate e protocolos estratégicos não servirão neste campo de batalha. Não venceremos com as antigas estratégias nem com táticas concebidas num modelo de correção política, e perderemos se não admitirmos que já estamos vivenciando a Guerra Mundial Assimétrica.

Existiram conflitos travados por forças assimétricas, e não há nada de novo nessas guerras. O conflito entre o IRA e a Grã-Bretanha e entre americanos e vietnamitas são exemplos de tais confrontos. O que difere o conflito jihadista é que o combate acontece no mundo todo, com várias linhas de frente nas principais cidades do Ocidente, envolvendo forças policiais e paramilitares numa extensão sem  precedentes.

A caracterização da violência jihadista é uma vingança contra os Cristãos, ou mesmo a continuação da histórica luta cristã-muçulmana que teve início no século VIII. O fato é que explicitamente escolheram como oponente a cultura ocidental nas suas formas cristã e secular. O que eles defendem é a substituição da cultura ocidental pela alternativa radical islâmica, objetivo que tem a simpatia da população muçulmana.

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Estes terroristas identificam-se como muçulmanos, utilizam o simbolismo da iconografia islâmica e as tradições do Corão para justificar suas  pérfidas ações. Além disso, acrescenta-se o fato de que uma identidade muçulmana corrompida está no cerne do movimento jihadista. Assim é a Guerra no século XXI — não é uma guerra convencional embora envolva a utilização de forças militares ao redor do mundo.

Nunca travamos uma guerra como esta e não temos uma doutrina abrangente de como tal guerra deva ser combatida ou uma estratégia coerente para derrotar os adversários. Dependemos predominantemente dos militares, embora seja claro que numa guerra de idéias a força militar nunca será a solução definitiva. Esta será uma guerra que atravessará gerações e exigirá gastos e sacrifícios significativos.

Mesmo que aniquilemos o Estado Islâmico e seus terroristas, novas e reeditadas organizações islâmicas levantar-se-ão prontas para assumir o antigo manto da liderança jihadista. A derrota do ISIS e da Al-Qaeda não vai acabar com a violência dos muçulmanos espalhados pelo mundo, mas sim, os transformará em novas organizações com outros atores articulando o mesmo enredo de morte aos "infiéis".



25 April 2017

JESUS RESSUSCITOU - JESUS HAS RISEN

JESUS-RESSUSCITOU

A Ressurreição de Jesus Cristo é a essência do Cristianismo e responsável pela transfiguração da cosmovisão secular da humanidade. Sua grande importância sempre sobrepor-se-á a qualquer evento sobrenatural que tenha contribuído para a edificação do historicismo das religiões como um todo. Todos nós sabemos como a vida humana precede, mas não podemos aferir como será a vida espiritual além desta existência. Porém, a ressurreição de Lázaro revela um aspecto singular da ação de Deus como concessor da Vida Eterna.

Jesus retornara a Jerusalém para o enterro de Lázaro, mas nesta cidade da Judeia o antagonismo do Sinédrio contra Jesus era intenso. Assim que Jesus chegou para a cerimônia fúnebre, Marta pediu: "Senhor, se estivesse aqui meu irmão não teria morrido, mas agora sei que Deus proverá tudo o que Lhe pedires". Marta talvez considerasse Jesus como um simples intermediário que seria atendido por Deus, desconhecendo, pois não compreendia, que Ele era o Filho de Deus que se fez homem na pessoa de Jesus Cristo.

Marta pode ter pensado que Jesus ressuscitaria Lázaro, mas a sua reação de espanto quando Jesus realmente levantou-o dos mortos sinalizou sua descrença. Quando Jesus afirmou: "Seu irmão ressuscitará!", isto pareceu mais como um consolo do que uma certeza do fato consumado, desde que os hebreus pautavam seu futuro no incognoscível e incerto porvir. Mas é certo que a revelação de Jesus contida naquela frase dificilmente seria compreendido pelo homem comum, pois versava sobre a complexa metafísica da ressurreição humana.

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Jesus também revelou após ressuscitar Lázaro: "Eu sou a Ressurreição e a Vida, e quem crer em mim viverá, ainda que morra; e quem vive e crê em mim viverá para sempre". Mas, concluída a cerimônia, Jesus corria sério risco ao permanecer em Jerusalém, pois dentre a multidão escondiam-se os traidores que tramavam sua prisão para ser justiçado pelos rabinos talmúdicos. Assim, ao entardecer, os centuriões levaram Jesus para ser submetido à justiça de Caifás e do Sinédrio — o sumo sacerdote e a suprema corte judia de Jerusalém.

Logo após a detenção de Jesus, todos os membros do Sinédrio já reuniam-se na residência de Caifás para perpetrar sua vingança contra um inocente. Naquela época, era ilegal conduzir qualquer julgamento ou atividade cívil na noite da Páscoa, mas nem este fato impediu-os de seguir em frente com a perversa trama. Além de realizar uma reunião ilegal, os membros do Sinédrio ainda tentaram comprar testemunhas para apoiar as acusações contra Jesus, mas seus testemunhos eram incoerentes e sem fundamento.

Caifás, desesperado, presidiu uma demonstração pública de perjúrios contra Jesus, mas Seu silêncio demonstrou que não se rebaixaria ao nível dos falsos acusadores. Assim, impaciente, Caifás demandou que Jesus explicasse a Sua afirmação de que era o Filho de Deus. Jesus, calmamente disse: "Sou, e vocês verão o Filho sentado à direita do Pai". Caifás, dramático, rasgou as próprias vestes e gritou: "Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas?" O Sinédrio decretou a pena de morte pela crucifixão, e os fariseus, inimigos de Jesus, começaram a espancá-Lo.

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O covarde Caifás exigiu que Pôncio Pilatos confirmasse a condenação e execução, mas Jesus era galileu e o caso estava sob a jurisdição de Herodes. Então o astuto sumo sacerdote, com fingida humildade servil, colocou o destino de Jesus nas mãos de Pilatos. Seu palácio logo assumiu o aspecto de uma fortaleza sitiada, pois a cada momento aumentava o número de descontentes. Então, Jerusalém foi envolta por multidões oriundas das montanhas de Nazaré e mais além, como se toda a Judeia houvesse se deslocado para a cidade.

Declara Pôncio Pilatos: "Havia apenas uma pessoa que mantinha a calma no meio da multidão, Jesus de Nazaré. Depois de muitas tentativas infrutíferas para protegê-lo da fúria dos perseguidores implacáveis, adotei uma medida que, no momento, pareceu-me ser a única que poderia salvar sua vida. Conforme o costume hebreu o povo poderia escolher entre dois prisioneiros, quem seria executado ou libertado. Assim, ofereci à morte o criminoso Barrabás. Mas a multidão ainda vociferava que Jesus deveria ser crucificado".

Continua Pilatos: "Durante as comoções civis do Império nada poderia ser comparado ao que testemunhei na ocasião, o ódio furioso de uma multidão ensandecida. Parecia, verdadeiramente, que todos os espectros das regiões infernais estavam reunidos em Jerusalém neste momento. A multidão não caminhava, mas aglomerava-se e girava como um vórtice, rolando em ondas vivas a partir dos portais do Pretório até ao Monte Sião, uivando, vociferando, lamuriando, como algo que nunca se viu ou ouviu nas sedições de Pannonia ou nos tumultos do Fórum".

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Jesus foi submetido a um julgamento ilegal no meio da noite e executado em Jerusalém. Seu sepulcro foi lacrado e vigiado por uma guarnição romana a pedido de Caifás. Porém, após três dias, a Ressurreição foi proclamada pelo apóstolo Pedro: "Deus Pai ressuscitou Jesus e todos nós somos testemunhas do milagre". A primeira reação dos rabinos talmúdicos foi que os discípulos roubaram o corpo de Jesus na noite de sábado — uma admissão oficial que mais tarde serviria como uma concludente evidência da Ressureição para os futuros historiadores.

Carta de Pilatos a Tibério César Augusto: "Os discípulos proclamaram que Jesus ressuscitara como havia predito, e o fato criou mais comoção do que Sua morte. Quanto à sua veracidade não posso afirmar, mas depois de uma investigação repasso a vós, meu nobre soberano, todos os fatos para que possas examinar e dizer se estou em falta. Digo com certeza que José e os seguidores de Jesus ajudaram a encerrar o Nazareno na Sua mortalha, e que meus soldados testemunharam o ato do fechamento e lacre do sepulcro".

Escreve Pilatos ao imperador Tibério César Augusto: "Sabia que o Nazareno pregava sobre a ressurreição, assim ordenei que o oficial Malcus mantivesse uma guarnição ao redor do sepulcro para garantir que não fosse profanado, mas na manhã do domingo o sepulcro encontrava-se vazio. Malcus relatou que tinha situado o capitão Ben Isham com uma guarnição em torno do sepulcro, e me reportou que Isham e os centuriões estavam muito alarmados com um acontecimento no sepulcro". 

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Ben Isham reporta à Pôncio Pilatos: "No início da quarta vigília vimos uma luz suave sobre o sepulcro e pensamos logo que as mulheres vieram para cuidar de Jesus. Enquanto avivava estes pensamentos todo o local iluminou-se para cima, e parecia que dezenas de pessoas em suas mortalhas pairavam além do ar. Tudo estava girando e sentimo-nos em pleno êxtase, e até ouvimos uma música maviosa, o ar parecia estar cheio de vozes. Neste momento sentimo-nos fracos e a terra pareceu flutuar, meus sentidos me deixaram e não mais sabia onde estava".

Após a Ressurreição, Jesus encontrou Seus apóstolos em Betânia, um vilarejo na encosta do Monte das Oliveiras, situado a leste da cidade de Jerusalém. Ele os acompanha, e novamente enfatiza o trabalho missionário que devem realizar, dizendo: "Quando o Espírito Santo vier sobre vocês, todos receberão o Poder, e serão minhas testemunhas em Jerusalém e por toda a Judeia, na Samaria e em todas as regiões mais distantes da Terra". Então, após conversar durante horas com seus irmãos de Fé, Jesus ascendeu aos Céus.

Os apóstolos assistiam emocionados, já que vislumbravam a saudade do Mestre, até que uma nuvem cobriu a visão de Jesus e não conseguiram mais vê-Lo. Após a Ressurreição Jesus apresentara-se a eles na Sua forma humana, mas agora elevava-se aos Céus na forma espiritual. Enquanto os apóstolos observavam Jesus subindo aos Céus, dois anjos surgiram ao seu lado e perguntaram: "Homens da Galileia, por que ainda estão olhando para o alto? Este Jesus que do meio de vocês foi levado, agora só voltará na mesma forma que usou para estar com o Pai".

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O Novo Testamento fornece múltiplos testemunhos independentes quanto à historicidade das aparições de Jesus após a Ressurreição. A presença de Jesus diante do apóstolo Pedro é confirmada no relato de Lucas e a visitação diante Seus discípulos é confirmada nos escritos de Lucas e João, entre outros. Lemos os testemunhos da Sua presença junto às mulheres, em Mateus, João e Marcos. As aparições de Jesus cessaram após quarenta dias, exceto numa única vez para Paulo, que confirmou a natureza especial desta posterior visitação de Jesus.

Em Coríntios, a primeira epístola de Paulo à Igreja em Corinto, conhecemos sete aparições diferentes de Jesus para mais de 500 indivíduos: "Ele visitou Pedro e depois os Doze; depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e então a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, um que nasceu fora de tempo, pois sou o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo porque persegui a Igreja de Deus".

O número e a variedade dos testemunhos prestam um forte crédito ao historicismo da Ressurreição. Dentre as visitações destacam-se: Pedro (1), Tiago (1), Paulo (2), Caminhantes na estrada (3), Mulheres no jardim (5), Pescadores no lago (11), Discípulos em casa (15), Multidão na colina (25), Discípulos ao ar livre (30), Seguidores Cristãos (500), segundo o Novo Testamento. A maior evidência da Ressurreição foi a profunda alteração motivacional ocorrida nos discípulos, quando passaram do desânimo coletivo para um organização missionária muito eficaz.

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Foi a transformação do medo dos romanos para a convicção profunda nos Ensinamentos de Jesus, quando transmudaram-se em audaciosas testemunhas públicas da Ressurreição. Pedro transformou-se do covarde que negou Jesus a uma rocha e porta-voz da Igreja primitiva. Tiago tornou-se o líder da Igreja de Jerusalém, e Paulo foi transformado de um militante anti-cristão para o pioneiro na expansão mundial do Cristianismo — todos foram transformados em homens determinados a combater o poder de Roma e sacrificaram suas vidas em defesa do Cristianismo.

Não existe qualquer evento histórico que seja mais testemunhado, comprovado e reconhecido mundialmente do que a Ressurreição de Jesus Cristo. Mas se a evidência é tão convincente por que nem todos acreditam em Jesus? Talvez seja pelo fato de que a partir desta admissão, passariam a suportar compromissos morais e sociais que não desejam enfrentar; ou talvez, simplesmente não querem acreditar na existência de Jesus apesar das evidências a Seu favor. Mas seja como for, a transformação incutida na alma humana continuará para sempre.

Normalmente, o impacto e os testemunhos sobre qualquer evento decrescem ao passar dos anos, mas acontece justamente o contrário com a Ressurreição de Jesus Cristo. Atualmente, mais de 2 bilhões de seres humanos acreditam que Jesus é Nosso Senhor e Salvador, e o movimento cristão cresce cada vez mais, tocando pessoas de todas as culturas, credos e raças. Jesus Cristo nunca foi uma figura histórica, pois vive entre nós e pode transformar nossas vidas. Peçam, para que Seu amor e paz acalentem nossas almas solitárias.




05 April 2017

OS CRISTÃOS ASSÍRIOS - ASSYRIAN CHRISTIANS

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Os antigos assírios eram um povo semita tribal que habitava a região da Mesopotâmia, palavra de origem grega que significa "terra entre rios". Os assírios descendem do personagem bíblico Sem, um dos filhos de Noé segundo o Antigo Testamento, como também descendem do Patriarca Noé os hebreus, aramaicos, fenícios e o povo árabe. Mas os assírios eram etnicamente distantes dos grupos citados até que, incentivando a diversificação cultural e religiosa, trouxeram para a esfera política do poder assírio da época outras etnias com suas crenças — o que posteriormente propiciaria a expansão do Cristianismo e demais religiões ou crenças:  helenismo, judaísmo, islamismo, etc. A Igreja Assíria do Oriente era uma das mais antigas vertentes do Cristianismo primitivo, pois suas raízes remontam ao início do primeiro século d.C.

Tradicionalmente os assírios sempre habitaram na região da bacia hidrográfica formada pelos rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia, uma área que engloba o atual Iraque, Síria, Turquia, Irã, Kuwait e terras adjacentes à Jordânia e Palestina. Os atuais assírios são um dos povos cristãos mais perseguidos da história moderna, e agora sobrevivem espalhados pelo Iraque até o nordeste da Síria, desde o sudeste da Turquia até o noroeste do Irã, na região da Palestina, em Israel, na Jordânia, Kuwait, Líbano, Chipre, Egito e sul da Ásia. Atualmente, suas terras são disputadas pelos curdos, um rival histórico que carrega as mesmas ambições territoriais. Antes da  atual guerra no Oriente Médio, a Igreja Assíria mantinha um contingente de milhões de Cristãos, mas desde que esta população foi extremamente reduzida agora conta-se aos milhares.

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Os assassinatos, as violações dos direitos e as conversões forçadas ao islamismo resultaram na diáspora de noventa por cento dessa antiga comunidade cristã, agora longe das suas posses. Até 2005, a população de cristãos assírios no Iraque era de 1,5 milhões de indivíduos mas, em 2016, esse número havia sido reduzido para cerca de 70.000 indivíduos, uma redução de quase 100 por cento da população assíria! Este genocídio continua nos dias atuais, perpetrado pelo grupo terrorista do ISIS (Islamic State of Iraq and Syria) a mando dos seus chefes americanos e israelenses — assassinatos em massa, conversões forçadas e destruição de locais sagrados são seu domínio.  Nenhuma outra minoria teve seus direitos tão abertamente violados como acontece com os cristãos assírios! 

O histerismo hipócrita do Ocidente sobre a necessidade de acolher-se os refugiados muçulmanos nunca considerou a extinção dos cristãos ou a necessidade de abrigá-los com segurança. E ainda não há qualquer menção na Mídia, nada! Assim, no tocante ao baboso sentimentalismo que tantos judeus americanos expressam pelos muçulmanos, por que não incluir os cristãos oprimidos em seus empedernidos corações? Talvez resulte do sentimento de que "muçulmanos perseguidos" ressoe melhor entre os liberais do que o termo "cristãos sofredores"; ou talvez os muçulmanos sejam vistos como um povo mais "exótico e incompreendido", ou mesmo o fato de que muitos liberais têm desprezo pelos cristãos fundamentalistas na América pelas suas posturas anti-aborto e anti-gay. Quem sabe!

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Agora, se o ISIS batalha nas fronteiras israelenses, por que não disparou sequer um tiro de revólver contra Israel? É simples: o ISIS é realmente uma criatura da CIA, do Mossad e MI9, como demonstraram os documentos vazados pela internet. Os EUA, Israel e a Inglaterra, apoiados pela Arábia Saudita, Qatar e Turquia, fundaram, financiaram, treinaram e equiparam o ISIS. O seu auto-intitulado califa do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, é nada mais do que um agente israelense treinado pelo Mossad chamado Elliot Shimon. Elliot (Abu Bakr al-Baghdadi) é um títere a serviço dos Serviços Secretos que empenhou-se no comando da organização terrorista ISIS, criada com o objetivo de atrair extremistas pelo mundo e desestabilizar o Oriente Médio e as nações do Ocidente.

Então, libertaremos os anarquistas, os niilistas e ateístas que provocarão um imenso cataclismo social. Assim, em todo o seu horror, ele mostrará claramente às nações os efeitos do ateísmo absoluto, a origem da selvageria e da turbulência sangrenta. Em seguida, em todos os lugares, os cidadãos serão obrigados a defender-se contra a minoria mundial dos revolucionários e exterminar esses novos destruidores da civilização. A população agora desiludida com o Cristianismo, sem direção e ansiosa por novos ideais, aceitará a luz da manifestação universal da doutrina de lúcifer, trazida finalmente para o meio da sociedade. (Albert Pike, Grão-mestre do grupo luciferiano "The Order of the Palladium" - 1871)

Quando as imagens parecerem vivas e com movimentos, as embarcações nadarem no fundo do mar como os peixes e os homens superarem as aves abrangendo os céus, metade do mundo será encharcado com o sangue dos inocentes. A Europa sofrerá guerras desnecessárias quando o povo da meia lua da tribo de Aga invadi-la para cometer várias atrocidades em solo sagrado. Eles permanecerão três anos e meio destruindo tudo e a todos. No entanto, as águias invencíveis, as nações europeias que reinam entre o Reno e o Mar do Norte aniquilarão os invasores. (Profecia de São Francisco de Paula, fundador da Ordem dos Mínimos e Santo da Igreja Católica - 1477)

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Em 2016, os assírios celebravam a Páscoa quando militantes do ISIS os encarceraram na histórica Igreja da Virgem Maria, em Tal Nasri, na Síria, para em seguida explodi-la com todos os fiéis no interior. Segundo a ONU, entre os milhares de cristãos que emigraram do Iraque e da Síria, 50% eram assírios, embora representassem 4% da população de cristãos antes da guerra islâmica. O movimento de independência assírio reivindica a devolução das suas terras, tomadas ilegalmente pelos muçulmanos, mas não encontra apoio entre os aliados históricos, a Armênia e os EUA. Várias comunidades emigraram para a Europa, Oceania e Ásia Central nos últimos anos, mas esta diáspora intensificou-se desde que  passaram a enfrentar maiores perseguições religiosas. Os assírios ainda utilizam o aramaico como língua oficial!

As residências cristãs no Oriente estão sendo pichadas com a letra árabe "Nūn" (N), uma mensagem distinta aos seguidores do Nazareno que devem escolher entre a conversão ao islamismo ou a morte pela degola — algo similar sofreram os judeus na Alemanha quando a estrela de David marcou suas casas. Este comportamento ignóbil tornou-se o novo sinal de perseguição aos Cristãos do Oriente, tornando-os alvos fáceis da selvageria dos terroristas islâmicos. Milhares de assírios ainda escondem-se nas sombras ou emigram, se tiverem sorte, pois o sistema atual de imigração esmagadoramente favorece os refugiados muçulmanos. Por exemplo: dentre os mais de 5.000 refugiados sírios admitidos nos Estados Unidos, apenas 50 eram cristãos assírios, embora representassem mais de 30 % da população da Síria.

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Na Suécia, os assírios afirmam que Gotemburgo, a segunda maior cidade, é uma base de recrutamento do ISIS. Imagine fugir da perseguição da guerra e encontrar-se vivendo ao lado de simpatizantes do ISIS, num lugar que você acreditava ser um refúgio seguro, relata Joseph Garis, presidente do distrito assírio de Gotemburgo. Markus Samuelsson encontrou pichações no seu estabelecimento com ameaças do ISIS: "converter ou morrer, o califado é aqui". Yusuf Asmar, um assírio dono de pizzaria em Tynnered, bairro de Gotemburgo, disse que escreveram a frase "converter ou morrer" na fachada e que também foi marcada a letra árabe "Nūn". É extremamente desconfortável que isso tenha nos acompanhado até esta nação, pois não há a menor dúvida de que é direcionado aos cristãos de Gotemburgo, confirmou Asmar.

Segundo o jornal Aftonbladet News, Gotemburgo é um criadouro de jihadistas, o maior do Ocidente, pois o recrutamento per capita ultrapassa qualquer expectativa. Em 2017, mais de 500 indivíduos deixaram a cidade para unir-se ao ISIS no Oriente. A cidade com uma população de meio milhão de pessoas contribuiu com mais terroristas novatos do que os Estados Unidos e a Europa juntos, afirmou o tabloide sueco. Enquanto isso, a leniente polícia sueca estabeleceu uma "política anti-grafite para casos incomuns", mas afirmou que as ofensas serão consideradas como "casos de vandalismo" pois não carregam traços de intolerância religiosa. Estas pichações serão tratadas como casos comuns, e não há testemunhas ou provas forenses que possam ser rastreadas. É quase impossível investigar tais fatos, adiantou o inspetor Bertil Claesson. 

Levem os fardos pesados uns dos outros e assim cumpram a lei de Cristo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição, mas quem semeia para o Espírito Santo colherá a Vida Eterna. Quem está sendo instruído na palavra, partilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui. Não se deixem enganar porque de Deus não se escarnece, pois o que o homem semear isso também colherá através das gerações. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da Fé Cristã. (Gálatas 6)








27 March 2017

A IGREJA DA SUÉCIA - THE CHURCH OF SWEDEN

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A atual Igreja da Suécia não é a outrora forte e austera Igreja Luterana. No passado, o povo sueco criou-se nela e, até a década de 50, ninguém imaginava abandoná-la por qualquer motivo. Porém, atualmente, ela é uma instituição que nada tem a ver com o Cristianismo ou Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo o "World Values Survey" — projeto de pesquisa global que explora os valores e crenças da sociedade — a Suécia é uma das nações mais seculares do mundo.

Assim, todos os anos um expressivo contingente de fiéis suecos desiste da sua Igreja, enquanto que no passado somente os ateus a abandonavam por diferentes razões. Agora os Cristãos luteranos e devotos abandonam suas crenças devido ao relacionamento cada vez mais questionável entre a Igreja da Suécia e a Fé Cristã.

Em 2013, Antje Jackelén, atual arquiepiscopisa primaz luterana da Igreja, participava de um programa de perguntas quando foi questionada se "Jesus Cristo transmitia uma imagem mais verdadeira de Deus do que Maomé?" Surpreendentemente, a futura arquiepiscopisa não disse que sim e nem respondeu a questão, limitando-se a iniciar um entediante monólogo sobre as várias possibilidades para se alcançar a fé e Deus. 

Evidentemente este fato aborreceu muitos paroquianos como também a sacerdotisa e professora Eva Hamberg, que renunciou ao cargo em sinal de protesto e largou seus deveres na congregação. "Isso fez com que eu saísse mais rápido. Se a futura arquiepiscopisa não consegue defender o Credo dos Apóstolos e sim racionalizá-lo, vemos que a secularização foi longe demais", relatou Hamberg ao jornal cristão "Dagen".

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Eva Hamberg conduz pesquisas sobre o processo de secularização da Suécia e confirma que aquele acelera-se cada vez mais rápido, principalmente no seio da Igreja — tomando como exemplo o fato de que Antje Jackelén não acredita na Imaculada Conceição que considera uma simples metáfora. Hamberg também salientou a falta de reverência à Santíssima Trindade e alertou que sacerdotes evitam citar a palavra Jesus durante a celebração da Eucaristia para não "ofender" outras religiões.

"Há uma enorme intolerância na base da Igreja e todos os candidatos aos cargos eclesiásticos só estão interessados ​​em discursar sobre a necessidade do diálogo, mas são apenas frases vazias. Na realidade os líderes da Igreja perseguem os dissidentes, e caso alguém não concorde com a ordenação das mulheres também não será ordenado. O espaço de manobra é incrivelmente baixo!", acrescentou Hamberg.

Assim que Antje Jackelén conquistou o cargo de primeira arquiepiscopisa sueca, logo veio o primeiro choque: como seu lema escolheu "Deus é Grande" (Allahu Akbar em árabe). Mas Jackelén insistiu que referia-se à passagem de 1-João 3:19-21, que relata: "E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante Dele asseguraremos nosso coração; sabendo que se ele nos condena, maior é Deus do que ele, pois conhece todas as coisas".

No entanto, todos acreditaram que a escolha do lema foi um flerte descarado com os muçulmanos da Suécia. No islã, "Allahu Akbar" são as primeiras palavras da chamada à oração, ouvida em cada minarete espalhado pelo mundo. Mas também é o grito que ouvimos repetidas vezes em conexão aos atentados suicidas ou nas decapitações dos infiéis, os não-muçulmanos, assim como é bradado antes dos ataques covardes perpetrados pelos terroristas islâmicos.

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A escolha do lema da arquiepiscopisa não foi uma exceção à regra, mas um contundente sinal de que a Igreja da Suécia empenha-se na criação de uma pseudo-religião, uma mistura cristã e islâmica que pode ser denominada como "crislão". Os sacerdotes suecos agora contemplam o fervor dos muçulmanos e já participam com entusiasmo dos vários projetos inter-religiosos. Em 2016, a episcopisa Eva Brunne sugeriu a remoção da antológica Cruz da Igreja dos Marinheiros, premiando os muçulmanos e seus rituais.

Esta nova religião sueca, o crislão, foi adotada de forma extrema no subúrbio de Fisksätra, Estocolmo, onde predomina uma população de quase 10.000 imigrantes expressando-se em dezenas de idiomas diversos. Naquele subúrbio a Igreja da Suécia iniciou a arrecadação de fundos para a construção de uma imensa mesquita, adjacente à Igreja Cristã pré-existente no local há séculos, oficializando uma iniciativa multicultural denominada "Casa de Deus". 

O projeto é descrito no site oficial: "Casa de Deus representa o desejo de paz e o verdadeiro trabalho em prol deste espírito. Estamos construindo a mesquita adjacente à Igreja em Fisksätra. Entre elas, haverá uma praça interior comum com livre acesso, cercada por painéis de vidro. A Casa de Deus será única, um exemplo de cooperação e diálogo religioso, tão importantes em nosso tempo. Junte-se a nós!"

Desde que a Igreja da Suécia tornou-se uma das primeiras denominações a aprovar o casamento gay em 2005, mais sacerdotes suecos assumiram sua homossexualidade. Em 2009 Eva Brunne foi nomeada episcopisa, e começaram as maledicências de que a Igreja seria comandada pela "liga das lésbicas", devido à sua dúbia sexualidade. Atualmente, a Igreja sueca participa dos festivais e paradas do orgulho gay, e váras denominações já receberam a certificação da comunidade LGBT.

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Mas o preço a pagar é que a Igreja da Suécia será forçada a cortar passagens bíblicas! Ulrika Westerlund, presidente da RFSL (Federação Sueca dos Direitos das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Diferentes) alertou: "Existem elementos nas Escrituras que serão usados ​​contra os partidários da RFSL, e temos que acertar se a Igreja realmente quer a certificação LGBT, pois não admitiremos certos textos das Escrituras".

Enquanto a Igreja está muito ocupada desenvolvendo seus novos ritos e textos para atender à nova religião, o crislamismo (?), não sobra tempo, ou melhor, nunca se interessaram pelo fato de que os Cristãos do Oriente Médio estão sendo chacinados há anos e efetivamente serão erradicados da face da Terra. Em 2015, Eli Göndör, um estudioso sueco das religiões internacionais, relatou ao periódico "Dagens Samhälle":

"A preocupação da Igreja da Suécia com os Cristãos palestinos foi substituído pela indiferença à limpeza étnica dos Cristãos sírios e iraquianos, desde que a Igreja só concentra-se nas mudanças climáticas e questões ambientais. Para ser justo, em fevereiro de 2016 a Igreja fez alguma coisa pelos Cristãos do Oriente — incentivou que congregações ou indivíduos orassem por eles, mas a responsabilidade dos islâmicos na barbárie não foi sequer mencionada!"

Adapted from: The Imam Celebrated by the Church of Sweden, The Jews are Behind the Islamic State

Written by: Ingrid Carlqvist

A NOVA RELIGIÃO MUNDIAL




19 March 2017

O GOVERNO BRASILEIRO E A CARNE PODRE - BRAZIL'S GOVERNMENT AND THE ROTTEN MEAT

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Since Brazil is the world’s largest meat exporter — is in 150 countries — it would be only natural that its beef would be of high quality. But that may not be the case after brazilian authorities uncovered what could be a huge scandal of rotten meat being sold on the domestic market and abroad.

The Federal Police of Brazil said there was evidence that meat packers falsified documentation for exports to Europe, Russia, China and the Middle East — rotten meat was mixed with healthy meat to be sold to consumers of these nations.

The accusations are wide-ranging and include selling rotten meat, disguising rot by adding ascorbic acid to products, modifying expiration dates and repackaging expired products, mixing cardboard with chicken meat, using spoiled meat to make sausages.

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After two years of investigations, authorities found that the Ministry of Agriculture used regional bureaus to coordinate the corruption schemes — bribery of officials and health inspectors to get government certificates for meat products.

Meatpackers had direct influence in the Agriculture Ministry so they could pick the inspectors who would visit their plants. Those inspectors would produce sanitary certificates regardless of the adulteration of the products.

Employees of some meatpackers arranged bribes and favors for inspectors ranging from political donations and favorable bank loans to small bribes including meat products.

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In some cases, those inspectors would then allow employees of the meatpackers to enter government offices, access computers and issue their own export certificates, investigators said.

As the scandal broke, many vegetarians made fun of meat consumers on social media. However, they should be worried about the products they consume, too. 

Since 2008, Brazil leads the world consumption of pesticides. While their use rose by 70 percent in the world over the past decade, the growth rate in Brazil reached 200 percent.

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A report shows that all "natural" products are filled with pesticides. Annually, according to Brazil’s National Institute of Cancer, each brazilian ingest about 7 liters of these poisonous substances.

Between rotten meat and poisonous vegetables, Brazilians have plenty of reason to worry about their diet — provided by the corrupt government that has enslaved the nation for decades.








26 February 2017

OS NOVOS MÁRTIRES, O GENOCÍDIO DOS CRISTÃOS - THE NEW MARTYRS, THE GENOCIDE OF CHRISTIANS

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O profundo amor cristão do primeiro século confirmou os Ensinamentos de Jesus e transformou o futuro da humanidade. Porém, esquecemos dos Cristãos exterminados nas atuais guerras, os novos mártires que sofrem pelo mundo, pois perdemos o amor que brilhava na escuridão do passado e, assim, perdemos o caminho da Verdade.

Segundo o Conselho de Direitos Humanos, são martirizados cem mil Cristãos a cada ano, mais de 250 vítimas/dia, pertencentes às minorias étnica-culturais. Em sua maioria enquadram-se na classe de pobres e desamparados, as maiores vítimas dos conflitos motivados por fatores religiosos e político-ideológicos.

Mas a definição de martírio cristão ultrapassa o contexto da simples proclamação da crença em Jesus Cristo, pois também aplica-se aos esforços daqueles que vivenciam seus princípios na Fé Cristã — os que desafiam a criminalidade, a corrupção e pagam com suas vidas e dos seus familiares pela postura que assumem.

Em 1990, a população de Cristãos no Iraque situava-se na casa dos milhões mas foi reduzida para poucos milhares. Os cristãos iraquianos testemunharam a destruição das suas Igrejas, conventos, mosteiros e orfanatos, presenciando o extermínio dos religiosos, assassinados ou decapitados pelos terroristas islâmicos.

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Nos países onde os Cristãos são perseguidos, geralmente suas constituições consagram a liberdade religiosa ou apregoam o status de Estado laico. Nestes locais o perigo não é abraçar a doutrina cristã mas sim vivenciá-la. Os que frequentam a Igreja, leem literatura cristã, observam feriados cristãos ou portam crucifixos, geralmente estão sujeitos ao ostracismo social, à violência e às acusações criminais, mas os tribunais nunca apoiam seus direitos constitucionais.

No Oriente Médio os rancores são antigos e os governos, capciosamente, contribuem para a vulnerabilidade dos Cristãos. Em alguns casos, como na China, os Cristãos perseveram em meio à perseguição, pois a intensa repressão comunista não conseguiu deter o crescimento das denominadas "igrejas subterrâneas e domésticas" — que causaram um renascimento espiritual considerado como o maior da história dentre as atuais religiões.

Devemos lembrar que lutamos pelo Deus do Amor e precisamos nos envolver neste espírito, mesmo para aqueles que nos odeiam, gratos pela oportunidade de sofrer por Jesus. Somente este tipo de amor radical poderá trazer a vitória, não nos termos do mundo dos homens, mas como uma vitória da paz genuína em Jesus Cristo.

Os Cristãos no Oriente recusaram odiar mesmo durante sua degola pelo ISIS! "Senhor, Jesus Cristo", foram as últimas palavras dos coptas abatidos por causa da Fé. "Desde a era romana, Cristãos têm sido mártires e aprenderam a lidar com tudo o que vem no nosso caminho, e isso só nos torna mais fortes na Fé, porque Jesus disse para amar nossos inimigos", afirmou Beshir Kamel, irmão de uma das vítimas.

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A Fé Cristã pode transformar homens comuns em heróis, e aqueles Cristãos nos ofereceram uma poderosa lição de como viver a Vida de Jesus. Quando um indivíduo descobre essa possibilidade ele estará disposto a suportar absolutamente qualquer contingência, e fará de tudo para salvaguardar sua crença mesmo que isso signifique morrer por Sua causa.

Na China, Índia, Coréia do Norte, em todas as nações muçulmanas, assim como nos Estados laicos — nações nórdicas, América do Sul, Canadá, entre outras, o assédio e perseguição aos Cristãos são comuns. O testemunho dos primeiros mártires Cristãos nos lembra o quanto uma vida apaixonadamente cristã é difícil, mas também remarca que é uma vida de alegria e paz interior.

É o caminho para um tipo de felicidade que de outra forma pareceria ilusória ou até mesmo impossível. Os antigos mártires foram ícones da esperança e alegria e nos mostraram este caminho, semeando os campos para uma futura cultura de perdão e amor. Assim, no meio das atuais tribulações, os Cristãos não devem abandonar sua Fé nos Ensinamentos de Jesus.

O sofrimento e a perseguição devem ser esperados, pois acontecerão, mas não devemos dobrar nossa Fé em Jesus Cristo. Precisamos perseverar e não temer a perseguição dos homens, mas sim o julgamento de Deus. Não devemos ter medo porque Deus nos ama e cuidará do nosso bem-estar. Os Cristãos não devem procurar ativamente a perseguição e precisam fugir ou lutar, quando o perigo for inevitável.

Não devemos temer o cumprimento do nosso testemunho, dado que o Espírito Santo fala através de nós, Cristãos, e isto servirá como uma comprovação de força para os descrentes. Somos os representantes de Jesus Cristo e devemos apoiar-nos mutuamente em todos os ministérios da Fé Cristã, pois não deve haver meio termo quando servimos ao Filho de Deus. Cada Cristão decidirá qual caminho a ser trilhado nesta obra final.



21 February 2017

O PAPA E A GUERRA SANTA - THE POPE AND THE HOLY WAR

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O Ocidente que os jihadistas agora aterrorizam deixou-se enfraquecer. Uma combinação de correção política, medo de ofender, combater e relutância em perturbar a estabilidade ilusória, levou a uma incrível série de oportunidades para a jihad islâmica.

Baixamos a nossa guarda e nos afastamos, não pela indisponibilidade de forças de segurança, mas porque muitas vezes não estamos olhando para as coisas certas — os textos e sermões que promovem a radicalização.

O alcorão nomeia os muçulmanos como guardiões da humanidade em sua minoria, e concede-lhes os direitos de soberania e domínio sobre o mundo para levar a cabo essa missão.

"Chegamos a conclusão de que é nosso dever estabelecer a soberania sobre o mundo e guiar a humanidade aos preceitos sadios do islã e seus ensinamentos", afirmou Hassan al-Banna, o fundador da irmandade muçulmana.

Na manhã de 26 de julho de 2016, o Padre Jacques Hamel, de 85 anos, oficiava a Santa Missa quando foi massacrado diante do altar por dois jihadistas do ISIS que invadiram a Igreja. O assassino cortou sua garganta e poderia tê-lo decapitado, como é costume dentre os carrascos islâmicos.

Os seguidores de uma fé que homenageia assassinos como mártires acabaram criando um mártir para a Fé Cristã. Tanto em grego como em árabe, os termos mártir e shahid significam a mesma coisa: testemunha.

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O Padre Hamel pertence à longa fila de mártires Cristãos que foram mortos pelos "homens da violência" quando atestam a verdade única da sua fé distorcida. Muitos "mártires muçulmanos" já morreram desta mesma forma e vários deram suas vidas na guerra santa (jihad) de conquista de territórios para o islã.

Na bandeira do ISIS lê-se: la ilaha illa'llah, muhammadun rasulu'llah (não há outro deus senão Alá, Maomé é o profeta de Alá). Estas frases são conhecidas como shahada (testemunhar). É entoada em vários lugares, seja na Síria, na França ou no Reino Unido, etc.

Mas shahada também significa martírio, e o martírio pela violência foi o que aqueles assassinos de um homem inocente de Deus conseguiram quando a força armada francesa aniquilou-os fora da Igreja que profanaram.

No dia seguinte o Papa Francisco emitiu uma declaração sobre o evento, e por um momento pareceu que finalmente proferia as palavras corretas quando disse que o mundo estava agora em guerra, mesmo décadas depois da guerra ter começado.

Estávamos diante de um líder religioso e político que parecia ter despertado para o fato de que as nações ocidentais foram involuntária e ineficazmente incapazes de combater o radicalismo islâmico — talvez seja mais preciso dizer que eles é que tem travado uma guerra conosco.

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Mas então o Papa estragou tudo quando afirmou: "É guerra, nós não temos que ter medo de dizer isso, mas uma guerra de interesses, por dinheiro, recursos, não estou falando de uma guerra de religiões, as religiões não querem guerra, os outros querem a guerra".

O que? Matar um sacerdote em seu altar está ligado a interesses, dinheiro e recursos? Os assassinos foram motivados por um anseio de justiça social, por mais dinheiro, pelo acesso a maiores recursos? Será que eles achavam que a morte violenta de um sacerdote inofensivo lhes traria alguma dessas coisas? Mas eles não foram roubar nenhum dos valiosos objetos do altar — o incensário, castiçais, o crucifixo ou mesmo o ostensório.

Os assassinos gritavam allahu akbar (deus é grande) e, especialmente para os muçulmanos, maior do que a Trindade Cristã não monoteísta e a Igreja Católica. Como sabemos muito bem, "allahu akbar" é uma frase religiosa que os muçulmanos usam com frequência. É o início do chamado à oração (adhan) repetido cinco vezes por dia, precedido e seguido pela shahada.

A cantilena ressoa nos ouvidos ocidentais sempre que muçulmanos na Europa e na América do Norte realizam seus martírios, ou como o prenúncio de um ataque suicida. É precisamente porque acreditam que seu deus Alá é superior a todos os outros e que o islã é a maior de todas as religiões; e porque crêem que o islã está destinado a conquistar o mundo seja pela conversão ou pela violência.

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O que o Papa Francisco quis dizer quando afirmou: "As religiões não querem a guerra, os outros querem a guerra?" Ele é um homem com acesso às intermináveis ​​faculdades dos estudiosos e acadêmicos em todo o mundo, aos especialistas na religião islâmica e no Oriente Médio. Esta afirmação simplesmente não é verdadeira! Para começar, quem são esses outros? Pessoas não-religiosas? Ateus? Agnósticos? Protestantes?

Para vencer uma guerra é preciso ser capaz de identificar o inimigo, entender seus motivos e descobrir o que leva os soldados a arriscar suas vidas em batalha. É preciso saber o porquê suas mães e esposas enviam os filhos e maridos para lutar, mesmo sabendo que eles nunca poderão retornar.

Ignorar tudo isso, inventar falsos motivos para o inimigo ou deixar de conhecer seus objetivos finais fará com que percamos a guerra. "Se você souber quem é seu inimigo e conhecer a si mesmo, não terá porque temer o resultado de cem batalhas", completou o grande general chinês Sun Tzu na "Arte da Guerra" (tratado militar escrito durante o século IV a.C.).

Um dia depois daquele comentário o Papa compungiu tristemente sua ignorância. Um comunicado da revista católica Crux afirmou que o Papa Francisco disse que em todas as religiões há pessoas violentas, um pequeno grupo de fundamentalistas, inclusive no Catolicismo.

"Quando o fundamentalismo chega ao extremo de assassinar, é possível matar com a língua e também com a faca. Eu acredito que não é justo identificar o islã com a violência, não é justo e não é verdade", insistiu o Papa Francisco.

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Ele afirmou que teve uma longa conversa com o Grande Imã de Al-Azhar da universidade islâmica do Cairo — frequentemente descrita como o vaticano do mundo sunita. "Eu sei o que eles pensam. Eles querem a paz e a convergência", ressaltou o Papa Francisco.

Lamentavelmente é evidente que o Papa, assim como centenas de políticos e líderes religiosos no Ocidente, exceto em Israel, não conhecem absolutamente nada sobre seu inimigo. Se o Papa acha que as religiões não querem a guerra, também é claro que ele nunca estudou o islã nem recebeu nenhuma orientação confiável a seu respeito, de ninguém!

Os capítulos do alcorão contêm dezenas de versos que exortam os crentes a saírem para lutar a jihad, ou usar recursos para pagar aos outros para fazê-lo. O propósito da jihad (guerra santa) é o fortalecimento do islã, a proteção dos seus crentes e a aniquilação da "terra da incredulidade". De acordo com um especialista em jihad, o alcorão apresenta uma justificação religiosa bem desenvolvida para incitar a guerra contra os inimigos do islã.

O Islã não é meramente uma religião e sim um sistema de governança, confirma Hassan al-Banna, o fundador da irmandade muçulmana: "O islã é um sistema abrangente que lida com todas as esferas da vida. É um Estado e uma pátria, moralidade e poder, uma cultura e uma lei. É substância e riqueza, um esforço e uma chamada e, finalmente, é verdade, crença e adoração".

O que isso significa para os não-muçulmanos? Hassan al-Banna deixa isso bem claro: "Isso significa que o alcorão nomeia os muçulmanos como guardiões da humanidade em sua minoria, e concede-lhes os direitos de soberania e domínio sobre o mundo para levar a cabo essa missão. Portanto é nossa preocupação, não a do Ocidente, pois pertence à civilização islâmica e não à civilização materialista. Chegamos a conclusão de que é nosso dever estabelecer a soberania sobre o mundo e guiar toda a humanidade aos preceitos sadios do islã e seus ensinamentos, sem os quais a humanidade não pode alcançar a felicidade".

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A literatura da tradição islâmica nas seis coleções canônicas estabelece as descrições da jihad e instruções sobre como combatê-la. Não se deixe enganar pela ofuscação muitas vezes repetida: "a maior jihad é uma luta interior, uma guerra espiritual", pois não há menção desta ideia nos textos islâmicos. Durante séculos a jihad significou guerra física, e até mesmo as místicas irmandades sufistas envolveram-se nesta luta extremamente física.

O profeta islâmico Maomé liderou seus homens nas guerras em inúmeras ocasiões, enviando tropas de assalto em dezenas de ataques e expedições. Seus sucessores, os califas, fizeram o mesmo. Meio século após a morte de Maomé, em 632 d.C., as forças muçulmanas já tinham conquistado metade do mundo conhecido, e as guerras santas continuaram sendo travadas anualmente por todos os grandes impérios islâmicos, sem nenhuma exceção.

Os dois primeiros grandes impérios islâmicos, o dos Omíadas (661-750 d.C.) e seus sucessores, os abássidas (750-1258 d.C.), sob a nova dinastia de califas, empreenderam duas ou mais expedições anuais contra o Império Bizantino sediado em Constantinopla. Estas invasões eram uma tradição contínua baseada nas primeiras jihads no Ocidente e no Oriente. Os ataques nunca eram improvisados, mas bem planejados, e normalmente havia duas campanhas de verão seguidas por expedições de inverno.

As jihads de verão eram geralmente compostas de dois ataques separados. Uma investida era denominada "expedição da esquerda", lançada das fortalezas fronteiriças da Sicília cujas tropas eram em sua maioria de origem síria. A maior "expedição da direita" foi levada a cabo a partir da província de Malatya, na Anatólia oriental, e era composta por tropas iraquianas.

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Estas expedições atingiram o seu auge durante o Império Otomano (terceiro grande império), que conquistou Constantinopla em 1453 trazendo assim um fim para o Império Bizantino. Constantinopla foi renomeada como Istambul e a sua principal Basílica, Hagia Sophia, foi transformada na mesquita imperial dos otomanos.

As organizações jihadistas de hoje: ISIS, al-Qaeda, talibã, jihad islâmica, Jabhat al-Nusra, Boko Haram, Hamas, al-Shabaab, dentre centenas, estão simplesmente realizando, num contexto maior, as guerras da jihad do século XIX. Ao que tudo indica os jihadistas preferem a guerra ao trabalho missionário — embora grupos como o paquistanês Tablighi Jamaat façam trabalhos deste tipo — porque suas guerras remontam aos tempos de Maomé e seus companheiros, as três primeiras gerações guerreiras.

O termo salafista, usado para designar a maioria dos grupos islâmicos mais radicais, vem de "salaf", antepassado, mas com um significado especializado nas três primeiras gerações do islã: Maomé, os primeiros seguidores, seus filhos e netos. Os atuais jihadistas adotam essa postura porque, tendo perdido a força militar a partir do colapso do Império Otomano em 1918, ainda sentem-se compelidos a lutar contra o poder do Ocidente — o triunfo dos Cristãos — ou de Israel, o triunfo dos judeus.

Segundo eles, Alá prometeu aos seguidores muçulmanos que um dia governariam o mundo, e por muitos séculos podem ter pensado que isto estava realmente acontecendo! Então, essas esperanças foram destruídas, quando os Impérios ocidentais começaram a conquistar, colonizar e governar os estados islâmicos — no norte da Índia, na Argélia, Egito, Sudão, Líbia e outros lugares — uma inversão completamente impensável.

Para contra-atacar, os jihadistas optaram por usar a melhor arma à sua disposição, o terrorismo, e pior, o Ocidente que os jihadistas agora aterrorizam deixou-se enfraquecer. Uma combinação de correção política, medo de ofender, combater e relutância em perturbar a estabilidade ilusória, levou a uma incrível série de oportunidades para a jihad islâmica.

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Por exemplo, o jovem muçulmano que assassinou o sacerdote na França, foi preso duas vezes por tentar migrar para a Síria e servir ao lado do ISIS. Na época do assassinato, as "gentis autoridades francesas" já o haviam forçado a usar uma tornozeleira eletrônica para que fosse monitorado, mas seu toque de recolher era apenas durante a noite. Durante o dia era autorizado a vagar pelas ruas livremente e, naquela manhã fatídica, ele resolveu adentrar em uma Igreja próxima e satisfazer seus anseios de martírio matando um Cristão inocente.

Infelizmente o Papa Francisco não podia estar mais errado, pois o islamismo tem travado guerras desde o seu início. Tivemos mais de 1400 anos para nos proteger contra isso, utilizando a mesma forma com a qual o Império Otomano foi barrado nas portas de Viena em 1683. Agora baixamos a nossa guarda e nos afastamos, não pela indisponibilidade de forças de segurança, mas porque muitas vezes não estamos olhando para as coisas certas — os textos e sermões que promovem a radicalização.

Por que jovens muçulmanos voltam-se da normalidade para o recrutamento dos extremistas? Jovens Cristãos, hindus, judeus, budistas, baha'is, etc, não movem-se nesta direção. Poderia ser porque muitos muçulmanos, primeiro nos países islâmicos e agora no Ocidente, são ensinados desde cedo que o islã aspira a dominação ou que a jihad não é um mal mas sim uma expressão da sua fé? Será por que eles sentem-se vitimados pela "islamofobia" ou acham que as mulheres ocidentais são imorais? Será que creem que as outras religiões são falsas?

É hora de acordar, pois gostemos ou não estamos realmente em guerra! Leon Trotsky disse o seguinte: "Você pode não estar interessado na guerra, mas a guerra está interessada em você". Nosso inimigo é uma versão extremista do islã que ainda não foi submetida a uma reforma que levará os muçulmanos, não de volta ao século VII, mas adiante, para século XXI, e possivelmente mais para a frente.

Written by: Dr. Denis MacEoin, an expert on Islam

Source: gatestoneinstitute.org/8604/pope-holy-war-jihad